Por Carlos Henrique Furtado

eventosiqueira2O megaevento para anunciar a volta de João Ribeiro (PR) a União do Tocantins – UT, foi marcada pela qualidade, pela grandiosidade, e pelo roteiro, que falhou no discurso de Siqueira Campos.

 

 

 

 

 

Grandiosidade

 

 

 

O auditório da ATM -Associação Tocantinense dos Municípios, estava lotado. Só o auditório não. O estacionamento em frente, e vários outros bolsões de estacionamento estavam lotados, assim como a avenida Theotonio Segurado. Os convidados eram superiores a capacidade do auditório, ficando muitos do lado de fora, no sol, com calor e sem nada poder ver ou ouvir.

Sala de imprensaA sala de imprensa foi um dos destaques na organização. Acomodações suficients para os jornalistas, computadores, internet, sala para coletiva. E atendentes prestativas para resolver qualquer problema. Pela primeira vez em evento no Tocantins, a imprensa tem acomodações de qualidade, bem diferente dos “chqueirinhos” em que são colocados profissionais de imprensa em outros eventos da mesma natureza.

As peças publicitárias davam a noção exata da linha adotada pelo publicitário Duda Mendonça. Jingle muito bem elaborado, e estampado na frente do palco a frase que deverá nortear a campanha 2010 de Siqueira Campos. “Por um Tocantins melhor: mais rico, mais justo, mais feliz”.

 

 

 

 

 

Roteiro

 

 

 

eventosiqueira4O roteiro elaborado por Mendonça, foi seguido e atingiu seu objetivo. Dar a dimensão da candidatura de Siqueira, e o que ele representa para o Estado. Afinal, o ex-governador é hoje o melhor colocado nas intenções de votos para a corrida ao Palácio Araguaia, Com a chegada de Ribeiro veremos o que pode ampliar essa margem ou se será apenas mais um, sem nenhum peso eleitoral.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foi a presença de destaque nacional ao evento. Em seu discurso Kassab disse que, “a impressão digital do Tocantins, é dos dedos de Siqueira Campos”.

Pouco tempo depois de elegiar o ex-governador, Kassab leva um “tapa na cara” do senador João Ribeiro (PR), ao tecer elogios ao governo Lula e a candidata do PT, Dilma. Foi inoportuno, grosseiro, e de nenhuma relevância ao evento. Mas como disse um amigo, o senador precisa “prestar contas” a Lula.

 

 

 

 

 

Discursos

 

 

 

Quem se sobressaiu em termos de discursos foi a senadora Kátia Abreu (DEM). Numa fala curta, sem se prolongar a senadora destacou pontos da situação tocantinense. “A mortalidade infantil no Tocantins beira os 30%, enquanto no Pais esta em 23%”. Lembrou ainda a baixa renda per capita, os índices de trabalho infantil no Estado, e a probeza. “Enquanto no Brasil os pobres representam 30%, aqui no Tocantins estamos com 45%”.

Falou ainda da falta de compormisso moral dos políticos e os chamou de “dinheiristas sem compormisso com nosso Estado”.

O senador João Ribeiro fez um péssimo discurso, como sempre, mas desta vez aliado a falta de educação. Numa prolongada e enfadonha sucessão de palavras repetitivas, o senador relembrou que deve sua carreira política a Siqueira Campos. Se comprometeu a trabalhar ainda mais, caso seja reeleito, “para colocar dinheiro nas mãos de um um homem honeto (Siqueira), que sabe aplicar o dinheiro”.

Após Kátia ter defendido a candidatura de Serra, Ribeiro defende a candidatura de Dilma, causando desconforto. O evento segundo sei não era para discutir candidaturas presidenciais, mas sim falar do retorno de Ribeiro a UT.

Já o discurso de Siqueira….Não vimos. Todos ficaram esperando Siqueira discursar, mas isso não aconteceu. Pela primeira vez lendo um discurso, o que vimos foi um Siqueira mendonciano, se atrapalhando com as palavras e “esquecendo” de colocar emoção nos momentos certos. Frustrou a todos que sentiram falta da empolgação de Siqueira, de vê-lo exercendo um dom nato, discursar. E isso foi cortado no roteiro. Siqueira estava “preso” as amarras de um discurso pre-elaborado. Faltou conhecimento do pessoal de marketing da realidade tocantinense, mais ainda, faltou conhecimento de como é Siqueira. Todos ficaram frustrados. Esperando a próxima vez para ver o “verdadeiro” Siqueira de volta, e não um boneco, marqueteiramente, teleguiado, falando apenas o que o roteiro quer, esquecendo-se do que as pessoas querem ouvir.

 

 

 

 

 

Ausências

 

 

 

Sentimos a ausência de políticos que eram divulgados na imprensa que estariam apoiando Siqueira, e forma anunciados, mas que não estavam presentes. Pareceu uma forma de “enganar” o público presente, com presenças que realmante estavam há km de distância do evento.

Os deputados do PR, como anunciados, não compareceram. Seguiu para a UT apenas o senador e sua filha Luana. Provando mais uma vez que o senador não tem grupo, nem liderança. Por isso sua pre -candidatura ao governo foi uma falácia, uma pretenciosa atitude de querer sem poder. João Ribeiro falou que tem um documento de apoio de 10 prefeitos. Primeiro, papel aceita tudo, segundo, não tinha 40 prefeitos presentes. Se todos apoiarem João Ribeiro, caiu 60% seu apoio. Significa que Ribeiro ja começa o seu caminho a reeleição com 40 votos. Isso mesmo, ter o apoio dos prefeitos não quer dizer que tenha os votos da população. Tem o voto do prefeito, a população…Bem isso veremos no decorrer da campanha.

Um político que quase passou desapercebido foi o deputado estadual Marcelo Lélis (PV). Esta parecendo que o PV e seu lider maior Lélis, serão apenas coadjuvantes no processo sucessório. Andaram divulgando o nome de Lélis para vice. Nada. Apenas criar fato político. A majoritária é decidida entre quatro partidos. PSDB,PR,DEM,PP.

Ou seja: PSDB tem o candidato a governador, Siqueira. O PR tem uma vaga ao senado, Jo]ão Ribeiro. Falta o DEM decidir se quer a vice, que deverá ser João Oliveira, ou a vaga ao senado, a vga restatne será do PP, que deverá indicar Valderez Castelo Branco Martins, ex-prefeita de Araguaina. Ou para vice ou para o senado.

Portanto Lélis deverá mesmo tentar se reeleger a Assembleia. Pretensão que ficou um pouco mais dificil.

Mas o destaque fica or conta da matemática apresentada por Siqueira Campos. “Com a receita de 2 anos, 2 meses e 15 dias, eu criei todas as instituições do Estado”. Essa receita hoje equivale “a 20% da receita de 1 ano, do governo de 2003 pra cá”.

Fiquem pensando e esprando os próximos movimentos no xadrez da eleiçõs de 2010.

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